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29/11/2018 Notícias

Pesquisadores brasileiros desenvolvem algoritmo capaz de prever suicídios

Aplicativo emite alerta para o risco de suicídio e ajuda pacientes a encontrarem auxílio

Pesquisadores brasileiros desenvolvem algoritmo capaz de prever suicídios

O combate ao suicídio acaba de ganhar uma nova arma e desta vez, por mãos de pesquisadores brasileiros. O projeto envolve um algoritmo criado para analisar textos na procura de sinais que possam indicar que a pessoa possa se matar.

Para os testes, foi usada uma paciente fictícia: ninguém menos que Virgínia Wolf. A escritora tirou a própria vida aos 41 anos.

 

 

A escolha não foi por acaso. A autora reunia um quadro muito parecido ao da maioria parte que se mata: tinha transtorno bipolar e teve vários episódios depressivos ao longo da vida.

Segundo os pesquisadores, o algoritmo escolhido para esse projeto de combate ao suicídio é o mesmo utilizado pelos serviços de email para definir qual mensagem vai para caixa de entrada e qual é classificada como spam.

De acordo com Ives Cavalcante Passos os planos são para que, em futuro próximo, esse algoritmo possa ser integrado facilmente aos aplicativos de mensagens mais comuns e ao próprio sistema dos dispositivos, como tablets e smartphones.

A missão será analisar aquilo que é escrito pela pessoa e, caso seja necessário, emitir um alerta sobre o risco de suicídio.

Um aspecto interessante, e que também foi ressaltado pelo médico, é o fato de que este é um algoritmo individualizado. Isso porque o padrão de escrita de cada pessoa é único. Por exemplo, o algoritmo desenvolvido para Virgínia funciona apenas para ela.

Por outro lado, a ferramenta apenas poderia ser usada em pessoas que passaram por tentativas e tendências suicidas, exatamente porque precisa aprender com base em situações que já ocorreram.

Conforme explica Passos, o fator primordial de risco de suicídio são justamente as tentativas.

Por fim, há a expectativa de que o algoritmo possa ser ainda mais exato no combate ao suicido com a integração de outros fatores de risco com o sexo do paciente, consumo de álcool e drogas ou o histórico da pessoa.

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