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25/09/2018 Medicina

Estudo da UNICAMP descobre uma nova forma de diagnosticar a dengue hemorrágica

O biomarcador facilita a identificação da doença transmitida pelo Aedes Aegypti

Estudo da UNICAMP descobre uma nova forma de diagnosticar a dengue hemorrágica

Uma das principais doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, a dengue, tem como principais sintomas a febre e as dores pelo corpo. Entretanto, é possível que a doença evolua para um estágio mais grave: a dengue hemorrágica. Nesse caso, é comum o sangramento de pequenos vasos da pele e de outros órgãos.

Até então não era possível identificar se a doença poderia evoluir para a fase mais letal, a hemorrágica. Mas, com os avanços da medicina, isso pode mudar!

Um estudo feito pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) junto com a Escola de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), descobriu marcadores capazes de facilitar o diagnóstico da dengue hemorrágica.

Como a identificação da dengue hemorrágica é possível?

 

 

Essa descoberta foi possível graças à análise de milhares de moléculas, a qual fez com que os pesquisadores identificassem lipídios capazes de indicar a evolução da dengue para a sua forma mais grave, mais conhecida como dengue hemorrágica.

Em outras palavras, esses lipídios agem contra a coagulação e funcionam como marcadores biológicos da dengue hemorrágica, já que a presença excessiva deles é capaz de desbalancear os processos que evitam as hemorragias.

De acordo com os pesquisadores, durante a análise foi possível observar que o vírus da dengue transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti ajuda a promover a adição de fosfato às proteínas do sangue, fazendo com que a quantidade de fosfotidilcolinas, fosfolipídeo mais comum nos tecidos humanos, aumente.

O vírus assume o controle do metabolismo das células infectadas a fim de atender às necessidades da replicação viral. Essa atuação aumenta as fosfotidilcolinas, as quais, segundo o estudo, tem um papel determinante no desbalanço da cascata de coagulação do sangue, que resulta na dengue hemorrágica.

Reconhecimento da pesquisa

Para se ter ideia da importância do assunto, a pesquisa foi transformada em artigo, publicado na revista Scientific Reports. Além disso, ela foi possível graças à análise de 20 pacientes tratados no Hospital de Base da Famerp.

Sendo assim, os pesquisadores acreditam que, em um futuro próximo, os pacientes infectados pelo vírus da dengue poderão contar com exames de sangue que identifiquem se a doença poderá ou não evoluir para a dengue hemorrágica. Compartilhe este conteúdo em suas redes sociais para que mais gente saiba dessa descoberta!

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