Blog


31/07/2018 Medicina

Cientistas japoneses pretendem usar células-tronco reprogramadas no tratamento de Parkinson

Os testes devem começar ainda em agosto, de acordo com coletiva de imprensa.

Cientistas japoneses pretendem usar células-tronco reprogramadas no tratamento de Parkinson

Cientistas da Universidade de Kyoto revelaram no fim de julho, 30, que pretendem começar os testes com células-tronco modificadas para o tratamento do Mal de Parkinson. As células são chamadas de iPS (células-tronco pluripotentes induzidas) e, quando manipuladas, imitam as células encontradas em embriões.

O objetivo dos pesquisadores é usar dessas células para regenerar a produção de dopamina nos cérebros afetados pela doença. Deste modo, os sintomas e complicações do Mal de Parkinson seriam minimizados consideravelmente.

 

 

O estudo

No ano passado os mesmos cientistas alcançaram êxito nos testes com macacos, restaurando células cerebrais funcionais dos primatas com o mesmo princípio que agora será testado em humanos.

Para tornar o teste possível, os pesquisadores coletaram células da pele ou do sangue do próprio paciente. Em seguida, “reprogramaram” as células-tronco para se comportarem como células embrionárias.

Depois que as células foram injetadas na cobaia, elas se modificaram e transformaram-se em organismos produtores da dopamina. É este fator que combate a falta da substância nos cérebros afetados pela doença e ajuda a minimizar os sintomas.

Os responsáveis pelo experimento estão felizes por dois motivos principais: Primeiro porque este será o primeiro teste de células iPS em seres humanos, depois de pesquisas exaustivas e tentativas frustradas em usar células-tronco no tratamento de Parkinson. Segundo porque o uso dessas células viabiliza o tratamento mesmo em regiões onde a utilização de embriões é proibida, como na Irlanda e na maioria dos países da América Latina.

Shinya Yamanaka, líder do Centro para Pesquisa e Aplicação de Células iPS da Universidade de Kyoto, é pioneiro nesse estudo juntamente com o cientista inglês John Gurdon. Ambos receberam o prêmio nobel de medicina em 2012 justamente por causa dessa descoberta.

Resta agora aguardar pelos testes clínicos programados para agosto, segundo os responsáveis pelo estudo em coletiva de impressa.

Assuntos relacionados: TRATAMENTO DE PARKINSON