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10/07/2018 Tecnologias

Curativo do futuro pode acelerar a cicatrização de feridas automaticamente

Engenheiros criaram um protótipo de um band-aid capaz de tratar e monitorar feridas de forma automática.

Curativo do futuro pode acelerar a cicatrização de feridas automaticamente

Os avanços tecnológicos andam de mãos dadas com a medicina. A inteligência artificial é uma grande aliada dos tratamentos médicos, diagnósticos e outras atividades dos profissionais de saúde.

Esse ponto ficou ainda mais evidente com a recente descoberta de pesquisadores da Universidade Tufts, em Massachusetts, EUA. Eles criaram um protótipo de curativo que é capaz de monitorar feridas e administrar medicamentos automaticamente.

O chamado “curativo do futuro” consegue capturar informações sobre a região lesionada, enviar para um computador central e liberar as doses de fármaco estabelecidas pelo médico. Um avanço capaz de acelerar o processo de cicatrização de diversas feridas e evitar o excesso de medicação.

O protótipo ainda não foi testado em humanos e está longe de ser liberado no mercado, mas a pesquisa é muito animadora e traz diversos benefícios.

 

O curativo do futuro

O dispositivo é equipado com uma placa eletrônica e inteligência artificial capazes de capturar muitos dados da ferida, inclusive variações sutis da área afetada. Entre os dados obtidos estão: pH da pele, nível de oxigenação, temperatura, se há inflamação ou não, etc.

Essas informações são encaminhadas a um processador central que compila as informações e define o que deve ser feito em segundos. O processador é alimentado por um médico com dados sobre a ferida e as possíveis prescrições de medicamentos, informações que servem para gerar o aprendizado de máquina e atender a necessidade do paciente.

Em seguida, o próprio curativo libera doses do fármaco para combater o problema e ajudar na cicatrização. O band-aid do futuro possui doses microscopias de diversos fármacos, sendo medicamentos indicados para a ferida do paciente em questão.

Podem ser colocados no compartimento tanto antibióticos como fatores de crescimento, a depender da situação do paciente e condição da ferida.

Os responsáveis pela pesquisa estimam que logo existirá um protótipo capaz de tratar feridas de cirurgias e queimaduras também. No entanto, o curativo do futuro ainda está longe de ser liberado no mercado e precisa percorrer um longo caminho para isso.

A parte mais animadora da pesquisa é o controle na administração de medicamentos que seria feita pelo próprio adesivo. Outro ponto importante é o monitoramento a distância da ferida do paciente, que também poderia ser acompanhado virtualmente pelo médico.

Segundo os pesquisadores, o curativo seria capaz de curar feridas mais rapidamente e agilizar o processo de cicatrização. Essa rapidez é fruto da correta administração do fármaco, o que nem sempre ocorre quando o paciente fica responsável por esse controle ao sair do hospital.

 

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