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15/05/2018 Tecnologias

Cientistas descobrem impressora 3D capaz de criar pele artificial

Equipamento portátil pesa menos de 1 quilo e ajudaria no transplante de pele para vítimas de queimaduras.

Cientistas descobrem impressora 3D capaz de criar pele artificial

Cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, publicaram em Abril desse ano um estudo com os primeiros resultados da impressora de pele 3D. A pesquisa está disponível no site Pubs.rsc.org e compila os resultados iniciais do experimento realizado em ratos e porcos.

Os pesquisadores conseguiram criar um equipamento portátil, que pesa menos de um quilo, capaz de imprimir pele para ser transplantada em pacientes que sofreram queimaduras graves.

Segundo os responsáveis pelo estudo o equipamento é leve, deve chegar ao mercado a preços mais acessíveis e ainda imprime material biológico adaptável a diferentes tipos de pacientes e feridas.

A impressora

O gadget criado pelos pesquisadores tem o tamanho de uma caixa de sapatos e não chega a pesar nem um quilo. Um feito que vai totalmente contra aos equipamentos disponíveis até hoje no mercado, que além de pesados costumam custar muito caro, de acordo com os responsáveis pelo experimento.

Com a impressora portátil e extremamente leve seria possível levá-la para qualquer lugar, conforme a necessidade. Além disso, o equipamento também seria melhor aceito no tratamento clínico, facilitando a terapia de pacientes queimados.

A impressora 3D de pele é capaz de cobrir diversos ferimentos, inserindo na região afetada a nova pele para auxiliar na cicatrização. O procedimento pode ser feito imediatamente e não leva nem dois minutos, de acordo com os cientistas.

 

 

A pele

A pele criada em laboratório e “impressa” pelo equipamento, na verdade é uma mistura de células de pele, colágeno, fibrina e outras substâncias. Essa pele artificial foi transformada em uma “tinta biológica”, responsável por preencher as áreas com ferimento e ajudar na recuperação do paciente.

A fibrina, por exemplo, encarrega-se de auxiliar o processo de cicatrização e recuperação da pele. O colágeno, por sua vez, é a substância mais presente em nossa pele e tem o papel de mante-la saudável e com a elasticidade necessária.

Tratando-se das células de pele, o objetivo é coletar material do próprio paciente para criar a pele artificial. Deste modo, elimina-se a necessidade de doação de uma grande quantidade de pele e ainda é possível combater, quase que cem por cento, a rejeição.

Os dados divulgados nesse estudo são animadores e podem revolucionar o tratamento de queimados atualmente. Devido a falta de pele para enxerto, a maioria dos pacientes de queimaduras não consegue ter recuperação completa e ficam com marcas horríveis em sua pele.

Se aprovada a iniciativa da impressora de pele esse e outros problemas seriam contornados pela solução. Resta agora aguardar pelos testes em seres humanos e averiguar os resultados.

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