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08/02/2018 Medicina

Superbactérias voltam a assombrar em relatório da OMS

Meio milhão de pessoas são afetadas por infecções resistentes a antibióticos no mundo.

Superbactérias voltam a assombrar em relatório da OMS

Um relatório recente da OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que meio milhão de pessoas sofrem com infecções pelas superbactérias. Segundo o relatório, os micro-organismos estão cada vez mais resistes e afetando cada vez mais pessoas no mundo todo.

A publicação leva em conta apenas 22 países, o que abre a possibilidade de o quadro ser bem mais sério do que se imagina.

Coordenadores da pesquisa afirmam que é preciso encontrar medicamentos para essas superbactérias o quanto antes. Enquanto isso, cientistas e pesquisadores consideram as superbactérias o mal do século.

As super vilãs!

O relatório divulgado pela OMS no dia 29 de janeiro de 2018, segunda-feira, faz parte de uma iniciativa para controlar o surto das infecções no mundo. A campanha chama-se Global Antimicrobial Surveillance System (GLASS) e foi lançada em 2015.

De acordo com o projeto, até o ano que vem, devem ser acompanhadas todas as infecções causadas por bactérias resistentes aos antibióticos. A Organização pretende conhecer as super vilãs mais comuns e orientar no tratamento dessas infecções.

 

 

O documento considerou as infecções em 22 países, que estão associados à OMS. Entre as bactérias mais resistes, estão:

  • Escherichia coli: causadora de infecção urinária e intestinal;
  • Klebsiella pneumoniae: produz infecções graves no organismo, como meningite e pneumonia, por exemplo;
  • Staphylococcus aureus: ligada frequentemente a infecção hospitalar e a contaminação de feridas diversas, especialmente na pele;
  • Streptococcus pneumoniae: possui 90 sorotipos distintos e aparecem em doenças como pneumonias bacterêmicas, meningite, sepse, artrite, sinusite e outras;
  • Salmonella spp: é conhecida há mais de um século e amplamente estudada por causar a febre tifoide e outras doenças graves.

Todos esses micro-organismos têm-se mostrado resistentes a maioria dos antibióticos disponíveis no mercado.

Para se ter uma ideia a penicilina, usada para combater infecções há décadas em diversos países, já não surte mais efeito contra essas bactérias. Segundo o mesmo relatório, a resistência desses seres a substância varia de 0 a 51%, por exemplo, taxas elevadíssimas por sinal.

O surto!

As bactérias resistentes aos antibióticos têm assombrado a saúde pública há vários anos. Isso porque esses seres possuem alta taxa de reprodução e passam a resistência ao fármaco para seus descendentes, o que dificulta o combate das infecções causadas por elas.

Para piorar, o mau uso de medicamentos tem contribuído cada vez mais para que esse quadro se agrave. Sem nos esquecer das infecções hospitalares e outras circunstâncias que também agravam o problema.

Medicamentos ultrarresistentes a esses micro-organismos devem ser desenvolvidos o quanto antes. Além disso, todos precisam fazer a sua parte para combater o surto das superbactérias no Brasil e no mundo.

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