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04/01/2018 Medicina

Inteligência artificial na medicina: Amiga ou concorrente dos profissionais de saúde?

As máquinas podem ameaçar os empregos dos médicos e o que esperar do futuro?

Inteligência artificial na medicina: Amiga ou concorrente dos profissionais de saúde?

A tecnologia mudou consideravelmente a realidade da maioria das profissões e com a medicina não poderia ser diferente. Diversos avanços têm colocado a inteligência artificial na saúde e no diagnóstico de doenças.

Atividades que antes exigiam muito tempo do profissional de saúde, agora podem ser realizadas em questão de segundos por máquinas devidamente “treinadas” e abastecidas com as informações corretas.

Esses avanços tecnológicos têm ajudado a reduzir os erros médicos, aumentado a precisão dos diagnósticos e facilitado muito a rotina médica. Mas, alguns profissionais temem que os médicos eletrônicos possam tomar a sua vaga daqui a alguns anos.

A inteligência artificial na medicina pode ser considerada amiga dos médicos, ou devemos nos preocupar com esse avanço crescente? Vamos debater um pouco mais esse assunto no post de hoje. Confira!

Machine Learning: a nova onda para diagnóstico médico!

Um grupo de pesquisadores publicou, em dezembro de 2017, um estudo sobre um programa de computador capaz de diagnosticar a pneumonia. O software, que usa o princípio de Machine learning (aprendizado de máquina), seria capaz de detectar a pneumonia com mais precisão que os radiologistas e patologistas mais experientes.

Para chegar ao resultado o sistema é alimentado com uma série de imagens de exames positivos para pneumonia. A Inteligência artificial, então, desenha um padrão dos diagnósticos e compara a nova imagem com o seu banco de radiografias.

 

 

Quando os sinais de pneumonia são identificados na nova imagem, o sistema emite o alerta para o diagnóstico positivo e ainda informa o percentual de este diagnóstico estar correto.

Seria esse o fim de especialidades médicas ligadas à análise de imagens? Ou quem sabe, todas as profissões de diagnóstico devem temer o futuro?

O futuro da medicina!

Embora os avanços da tecnologia não parem e estejam cada vez mais inseridos na rotina médica, uma coisa é certa: um bom médico não pode ser substituído por uma máquina, por melhor que ela seja no diagnóstico de doenças.

Isso porque a medicina é bem mais que diagnosticar doenças e tratá-las. O respeito ao paciente, a empatia e o engajamento médico são coisas que ainda não podem ser simuladas por um computador.

Sendo assim, cabe aos profissionais desenvolverem suas habilidades humanas e usá-las cada vez mais em sua rotina de trabalho. Assim, usaremos as tecnologias como aliadas e não concorrentes. Em contra partida, o médico ainda pode desempenhar a função que sabe fazer melhor: cuidar do paciente.