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20/11/2017 Notícias

Transplante de pele salva vida de menino de 7 anos

Garoto com doença rara teve 80% da pele reconstruída com enxerto de células tronco modificadas

Transplante de pele salva vida de menino de 7 anos

Uma equipe de biólogos da Itália criou um enxerto de pele em laboratório com células tronco modificadas e fizeram o transplante em Hassan. O menino nascido na Síria, mas que agora vive na Alemanha, sofre da Epidermólise bolhosa juncional (JEB).

A doença é rara e pode se apresentar de diferentes tipos. Segundo a instituição beneficente Debra, que cuida de pacientes com essa doença, 1 milhão de pessoas são afetadas pela JEB no mundo todo.

No caso de Hassan, uma deficiência no gene conhecido como LAMB3 impede que a epiderme fique presa adequadamente à derme. Isso deixa a pele muito frágil a lesões, aparecimento de bolhas e feridas crônicas.

Depois de ser internado em estado grave no Hospital Universitário Infantil Ruhr de Bochum na Alemanha, com dois terços da pele comprometida, Hassan foi submetido ao tratamento experimental em setembro do mesmo ano e agora tem uma vida normal.

Os biólogos conseguiram reconstruir 80% da pele de Hassan, que agora está livre das lesões e mais forte do que nunca. Apenas 3% do corpo do menino ainda sofre com as consequências da rara doença, pois ainda não foi realizado o transplante completo.

O procedimento

Para salvar a vida de Hassan, os cientistas removeram um pedaço de pele com 4 cm² da parte interna da coxa do menino. A região ainda não tinha sido afetada pela doença e foi usada para criar o enxerto de pele modificado.

 

O gene defeituoso foi isolado em laboratório e exposto a um “vírus do bem”, que continha a versão funcional do LAMB3. Dos 4 centímetros iniciais foram gerados 85 e a pele continuou a ser multiplicada em laboratório.

Depois de receber a autorização dos Governos Alemão e Italiano, a equipe liderada por Michelle de Luca finalmente pode fazer o transplante de pele. E para alegria de todos, as três cirurgias realizadas foram bem-sucedidas.

O tratamento experimental veio em boa hora, pois os médicos que cuidavam de Hassan já estavam conformados com um tratamento paliativo. Até mesmo um transplante de pele do pai, foi rejeitado pelo organismo do menino.

Finalmente os pais descobriram a pesquisa de Michelle que já havia feito outros tratamentos experimentais. Mesmo com todos os riscos provenientes das cirurgias e a não garantia de resultados, eles não desistiram.

Graças a isso Hassan agora pode ter uma vida quase normal e se recupera bem, 25 meses depois do procedimento.

O tratamento ainda não está disponível para todo mundo, mas já anima os pesquisadores dessa doença rara. Agora resta esperar a conclusão dos demais estudos clínicos e aguardar por novidades!

Inspiradora essa história, não é? Então, aproveite para compartilhá-la em suas redes sociais agora mesmo!