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10/11/2017 Medicina

Cura do Alzheimer: Novos estudos tratam da transfusão de sangue em pacientes com a doença

O sangue pode ser a salvação de pacientes ou causar a transmissão da doença.

Cura do Alzheimer: Novos estudos tratam da transfusão de sangue em pacientes com a doença

A cura do Alzheimer ainda é algo obscuro para os estudiosos e cientistas. O controle e combate da doença parecem estar longe de finalmente ser descoberto, mas há avanços no meio científico.

Novas pesquisas tratam do impacto das transfusões de sangue no tratamento de pacientes com Alzheimer e o risco de transmissão da doença causado por esse procedimento. Apesar de não terem resultados totalmente conclusivos, os estudos causam alvoroço e expectativas no meio acadêmico.

Transmissão do Alzheimer

Um estudo de 2015 já mencionava o risco de transmissão do Alzheimer pela transfusão de sangue e outros procedimentos médicos. Segundo o levantamento da Universidade College de Londres, o beta-amiloide seria o responsável pela infecção de outras pessoas.

A proteína ultrapassa a barreira do cérebro e degrada a mente das pessoas que a possuem. Como a substância é produzida naturalmente pelo organismo, a transfusão de sangue com extensa carga da beta-amiloide poderia desencadear a doença no receptor do sangue “infectado”.

O primeiro estudo mencionava um tempo de encubação de até 40 anos. Ou seja, a doença não se manifestava imediatamente após a transfusão, mas poderia levar até 4 décadas para apresentar sinais.

Já o segundo estudo publicado no fim de outubro, pela Universidade da Colúmbia Britânica, diminui o tempo de incubação da doença. Após fazer a transfusão de sangue de ratos infectados para não infectados, a doença começou a se manifestar no período de um ano.

O rato saudável antes do experimento apresentou degeneração das células neurais após esse período e, inclusive, algumas hemorragias cerebrais.

 

 

O caso alerta para o fato de a doença não ser apenas hereditária como se supunha. Entretanto, não há nenhuma ligação da transmissão do Alzheimer pelo contato humano.

Transfusão de sangue como cura do Alzheimer

Enquanto a transmissão do Alzheimer pegou muitas pessoas de surpresa, uma startup da Universidade de Stanford trouxe notícias animadoras sobre uma possível cura da doença.

Segundo o levantamento, a transfusão de sangue jovem retarda os impactos da doença e pode diminuir os seus efeitos no paciente.

O teste feito com pacientes, que receberam sangue de jovens de 18 a 30, apresentou algumas melhoras. Aqueles que receberam a transfusão do sangue apresentavam melhores notas nas atividades diárias, do que o grupo tratado com placebo.

Quando comparado o destaque dos dois grupos em testes cognitivos, ambos tiveram o mesmo desempenho. Mas a descoberta já foi suficiente para animar os cientistas e colocar o sangue como um possível tratamento.

Cabe agora aguardar por testes complementares dos dois casos para ter mais dados que respaldem esses levantamentos.