Blog


06/10/2017 Notícias

Guia do HIV pretende diminuir o estigma da AIDS

“É preciso promover os direitos humanos como parte de uma resposta efetiva à AIDS.”

Guia do HIV pretende diminuir o estigma da AIDS

Nos dias 26 a 29 de setembro aconteceu o 11º Congresso de HIV/ AIDS em Curitiba. No último dia do evento, a UNAIDS Brasil lançou o guia de terminologias da doença. O maior objetivo, segundo Georgiana Braga-Orillard, diretora da instituição, é ensinar os termos científicos corretos para se referir a AIDS e evitar o estigma e o preconceito em volta do HIV.

O material traz uma série de termos utilizados pela maioria das pessoas e procura redesenhar a linguagem.

O Guia já tinha a sua versão em inglês, lançado também pela Organização e faz parte de um movimento para humanizar a doença e empoderar as pessoas que vivem com o HIV.

Segundo a diretora da UNAIDS aqui no Brasil, é preocupante que essas pessoas vivam rodeadas de preconceitos e estereótipos em um momento tão difícil. Além disso, a linguagem usada precisa se adequar aos novos canais de mídia e também a realidade atual do nosso País.

O material reúne conselhos e dicas que podem ser usadas em diversos setores como na impressa, social, medicina e muitos outros.

AIDS: É preciso falar sobre isso!

O Painel de debates “Palavras não são neutras: intervenções para reduzir o estigma da AIDS no Brasil”, trouxe uma questão muito importante à tona. O papel das palavras em causar conforto e motivação para as pessoas vivendo com HIV, ou o completo estigma.

Junto com essa temática o papel do médico frente ao vírus também é importante e precisa ser salientado. Os profissionais de saúde devem se preparar para atender esses pacientes e buscar recebê-los da melhor forma possível em seus consultórios.

Nesse contexto, destaca-se o acolhimento do paciente e auxílio no diagnóstico e tratamento da doença.

Um exemplo bem claro é quando o profissional de saúde julga a pessoa com o vírus por suas práticas sexuais, ou mesmo por ter contraído a doença.

Cabe aos médicos, enfermeiros e demais profissionais da saúde tomarem as medidas e cuidados necessários. Contudo, sem causar constrangimento ou qualquer desconforto para a pessoa que vive com a AIDS.

É justamente esse ponto de vista que foi defendido no Guia de Terminologia da AIDS/ HIV da UNAIDS. No documento alguns conceitos muito usados e simples são revistos para melhorar essa questão e evitar o constrangimento.

Um exemplo é o termo “vítima da AIDS” que, segundo a diretora do UNAIDS, coloca o paciente em uma posição de vulnerabilidade e impotência. De acordo com Georgiana é preciso substituir frases como essa por termos mais inclusivos, como “pessoas vivendo com o HIV”.

Dessa forma se destaca o protagonismo do soropositivo, frente a sua saúde física e qualidade de vida, durante o tratamento da doença. Mudanças simples, mas que podem ajudar no combate ao preconceito.

Esses cuidados, sem dúvida, devem ser incorporados nos consultórios médicos e repassados aos familiares e para a própria pessoa. Assim definimos uma maneira mais justa e inclusiva de lidar com o HIV/ AIDS.

Assuntos relacionados: hiv, aids