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03/08/2017 Estilo de Vida

Jejum intermitente: a importância do acompanhamento médico

A dieta do jejum intermitente tem se popularizado no Brasil, especialmente entre as celebridades. Entenda como funciona, quais seus benefícios e riscos para a saúde.

Jejum intermitente: a importância do acompanhamento médico

Dieta dos pontos, Dukan, do Dr. Atkins, do Mediterrâneo, de South Beach... Quando fala-se em formas de perder peso, a lista vai longe.

Nos últimos tempos, uma nova queridinha foi acrescentada à lista: a do jejum intermitente. Como o nome sugere, é uma dieta na qual a pessoa passa longos períodos sem comer. Mas não só. A dieta do jejum intermitente prevê uma alimentação pobre em carboidratos e rica em gorduras e proteínas.

O jejum intermitente ficou conhecido quando a atriz Deborah Secco apareceu bastante magra pouco depois de dar à luz sua primeira filha, que nasceu em dezembro de 2015. Em entrevista à revista Glamour no início do ano passado, a atriz revelou ficar mais de 20 horas sem se alimentar. "Quando chegava ao estágio de fome, comia seis bifes com queijo, quatro ovos, bacon... daí só sentia fome dez horas depois. Quando quis secar, cheguei a comer de 23 e 23 horas", confessou a atriz à revista. "A gordura e a proteína saciam por muito mais tempo."

Mas a prática é antiga, se analisada com cuidado. Vem do período paleolítico, quando o homem passava por longos períodos em jejum entre uma caça/coleta e outra. Não confundi-la, porém, com outra dieta bastante comum, a dieta paleolítica, que segue uma lógica de consumir apenas itens que se pode caçar ou coletar, como nos tempos das cavernas.

 

Entenda como funciona o jejum intermitente

Para praticar o jejum intermitente, esqueça a regra de comer a cada três horas. Tudo vai variar conforme o tempo estipulado para o seu jejum. Por exemplo: se o tempo for de 16h, você poderá jantar às 22h e só poderá se alimentar novamente às 14h do dia seguinte. Entre às 14h e 22h, você pode comer quando sentir fome. E, ao contrário a maioria das dietas, é possível comer à vontade até ficar saciado nos momentos em que é permitido comer.

A lógica por trás da dieta é que quando o corpo está em repouso ou com baixa atividade energética, consome mais energia proveniente de substratos derivados da gordura consumida. Já quando está em atividade física intensa, consome mais carboidratos. Por isso, uma dieta rica em carboidratos sem atividade física o suficiente para gastá-los engorda mais do que uma dieta rica em gorduras e proteínas sem atividade física.

 

Jejum intermitente traz riscos para a saúde?

Depende. Caso não seja acompanhada por um profissional especializado, a dieta do jejum intermitente pode, sim, causar danos para a saúde. Se a pessoa ultrapassar o período de 24 horas sem comer, por exemplo, o metabolismo cai e o processo de emagrecimento fica comprometido. Também há estudos que apontam uma diminuição importante na massa magra, o que sugere que a dieta ajuda na redução de peso, mas não necessariamente a diminuição da massa corporal gorda.

 

 

Além disso, o jejum intermitente não é recomendado para todas as pessoas. Veja quem não deve praticá-lo:

 

  • Pessoas que realizaram cirurgia bariátrica
  • Pessoas com distúrbios alimentares (bulimia ou anorexia)
  • Diabéticos que fazem uso de medicamentos hipoglicemiantes
  • Mulheres grávidas ou amamentando
  • Atletas

 

Também não é aconselhável praticar atividades físicas durante o período de jejum, pois há risco de hipoglicemia.

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Importante: O objetivo deste blog é trazer informações atualizadas sobre o setor médico/farmacêutico. O conteúdo não expressa a opinião da empresa/Laboratório Teuto | Pfizer.

Assuntos relacionados: Jejum intermitente, Dieta