Blog


18/07/2017 Medicina

Série especialidades médicas: anestesiologia

A anestesiologia é a especialidade responsável por procedimentos anestésicos durante todo o período de uma cirurgia, incluindo antes e depois do procedimento em si

Série especialidades médicas: anestesiologia

A anestesiologia é uma área da medicina que beneficia não só os pacientes, mas os cirurgiões também. Antes do surgimento da primeira anestesia, em Boston na década de 1840, feita com éter, a única forma conhecida era feita à base de álcool e pólvora.

Imagine a cena: um cirurgião precisava amputar uma perna, enquanto o paciente era segurado por assistentes e mordia algo para não gritar, até que a operação terminasse. Em buscas urgentes por analgésicos para a dor, muitas pessoas morreram de overdose de combinações de plantas e substâncias desconhecidas.

Com o avanço das descobertas de agentes anestésicos, a área se tornou indispensável para o período perioperatório, que inclui o antes, o durante e o depois de uma cirurgia.

 

O que faz um anestesiologista

Um médico especialista em anestesiologia é responsável por vigiar constantemente o paciente, para garantir que toda a operação corra bem. Na medicina, existe uma máxima que diz que "o anestesista é o primeiro a chegar e o último a sair", justamente por precisarem acompanhar todo o processo cirúrgico.

 

 

O anestesiologista identifica e aplica o tipo de anestesia mais indicado para o procedimento. O anestésico ideal é aquele que provoca indução e recuperação da anestesia de forma rápida e agradável para o paciente, mas que ao mesmo tempo é o suficiente para a cirurgia a ser realizada. Além disso, deve ser seguro para o paciente, não apresentando reações adversas. Os mais comuns são:

 

  • Anestesia local, baseada na infiltração de anestésicos locais nas proximidades da área a ser operada, em geral usada em cirurgias de pequeno ou médio porte;
  • Anestesia regional, aplicada na coluna e também conhecida como anestesias espinhais, indicada para cirurgias feitas abaixo do umbigo;
  • E anestesia geral, com a qual o paciente fica inconsciente, em geral recomendada somente para cirurgias profundas ou em uma área extensa. Pode ser inalatória (pela respiração) ou aplicada dentro do músculo.

No período em que o paciente está anestesiado, o anestesista deve prestar atenção às funções vitais, como frequência respiratória e concentração de oxigênio nos pulmões, atividade muscular, volume urinário, nível de consciência, frequência cardíaca e pressão arterial. Tudo precisa ser acompanhado para garantir o sucesso da cirurgia.

 

Como se tornar um especialista em anestesiologia

O perfil do médico anestesista exige uma afinidade com procedimentos invasivos, além de gosto por uso de novas tecnologias e inovações e uma vontade constante de estudar. Para obter o título, são necessários três anos de residência médica na área.

Por exigir cuidado integral com os pacientes, há bastante demanda por profissionais da área. Afinal, existirá sempre no mínimo um anestesista por paciente. O cuidado intensivo também faz da anestesiologia uma irmã da medicina intensiva. Segundo a Sociedade Brasileira de Anestesiologia, existem cerca de 21 mil médicos registrados na especialidade no país.

E você, já é especialista em alguma área da medicina? Quer conhecer mais sobre outras especialidades? Inscreva-se em nossa newsletter e acompanhe nossa série de artigos sobre diferentes áreas da profissão!

 

Leia também:

Saiba quais são as especialidades médicas do futuro

Como planejar uma boa aposentadoria médica

Saiba quais são os principais tipos de transtornos mentais

 

Importante: O objetivo deste blog é trazer informações atualizadas sobre o setor médico/farmacêutico. O conteúdo não expressa a opinião da empresa/Laboratório Teuto | Pfizer.

Assuntos relacionados: Especialidades, anestesiologia