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25/05/2017 Medicina

O que você precisa saber para validar o diploma médico no exterior

Para exercer a profissão no exterior, é necessário validar o diploma médico obtido no Brasil. As regras variam de acordo com cada país, confira quais são.

O que você precisa saber para validar o diploma médico no exterior

Embora a maioria dos países do mundo não feche as portas a médicos estrangeiros, em geral é necessário cumprir um ritual de provas para poder validar o diploma médico. No Brasil, por exemplo, o exame é chamado de REVALIDA, organizado desde 2010 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) em parceria com a Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC), com o Ministério da Saúde (MS) e o Ministério de Relações Exteriores (MRE). É com ele que brasileiros formados no exterior ou médicos estrangeiros podem validar o diploma médico para trabalhar no país.

Assim como a prova de residência médica, o exame (REVALIDA) é composto de duas fases e tem um custo total de cerca de R$ 400.

  • Na primeira fase, o candidato deve responder 110 questões de múltipla escolha e discursivas nas áreas de clínica médica, clínica cirúrgica, pediatria, ginecologia/obstetrícia e saúde coletiva.
  • Na segunda, são testados os conhecimentos relacionados à prática de atendimento médico.

 

Como fazer para validar o diploma médico obtido no Brasil para exercer a profissão no exterior?

A primeira regra básica é aprender a língua do país no qual se deseja exercer a profissão. Mas cada país tem seus próprios requisitos para validar o diploma médico. Veja a seguir como funciona em alguns deles:

 

1. Estados Unidos

O processo é dividido em três etapas. Na primeira, que consiste em uma prova teórica com mais de 300 questões, é testado se o futuro médico conhece os princípios de ciência básicos para a prática da medicina. Em geral, os estudantes americanos fazem essa avaliação no final do segundo ano de faculdade. Na segunda etapa, há outra prova teórica, também com mais de 300 questões, mas o desafio é maior, pois é necessário comprovar o conhecimento essencial para prestar assistência aos pacientes. Além dela, há também um teste ao vivo que simula um dia típico em um hospital americano. Por fim, na terceira e última etapa, o candidato é submetido a um teste de 500 questões, que mistura todos os conhecimentos que um médico deve ter, com alto nível de complexidade.

 

2. União Europeia

Na União Europeia, há regras específicas para cada país, mas de uma forma geral é necessário ser pelo menos especialista em alguma grande área médica. Ou seja, ter cursado residência ou ter obtido um título de medicina em clínica médica, cirurgia geral, ginecologia/obstetrícia, entre outros. Também há o requerimento de uma prova equivalente aos concursos de residência médica brasileira.

 

3. Chile

No Chile, um acordo com a Universidad do Chile permite a validação do diploma médico de países latino americanos sem uma prova. Entretanto, é necessário enviar documentos que incluem toda a carga horária de cada matéria e os conteúdos abordados. Caso não haja adequação do currículo do candidato com as exigências da faculdade, é necessário fazer uma prova para comprovar a aptidão. 

 

4. Costa Rica

Também é necessário homologar o diploma obtido no Brasil na Universidad de Costa Rica. O exame requerido é composto por 100 questões gerais, provas práticas e comprovação de proficiência na língua.

Você também pode ver mais detalhes sobre como validar seu diploma em outros países. neste artigo.

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